Bem, ontem, antes do "tilt", eu estava fazendo minha pesquisa musical básica de final de semana e acabei retornando, depois de muito tempo, ao site da Mimicry Records, a fim de encontrar novidades sobre o Faxed Head e, principalmente, o grande Secret Chiefs 3, projetos do proprietário da gravadora: Trey Spruance (Guit. do Mr. Bungle). Acabei não encontrando nada novo desses grupos mas resolvi conferir mais dos outros nomes do selo e acabei me deparando com coisas muito legais e surpreendentes:
A cantora Chhom Nimol já foi popstar no Cambódia, chegando a se apresentar constantemente para o rei e rainha do país. Há pouco tempo resolveu vir pra América para aprender inglês e acabou sendo descoberta por 5 músicos, dentre eles membros do Dieselhead, Radar Brothers e até da banda do Beck. Resultado, uma mistura de jazz, surf music, psicodelia e música da Etiópia!
Ainda estou com um peso na consciência por só ter conhecido essa banda agora, depois de 4 discos lançados! Definitivamente, esses caras são sensacionais, conseguem impressionar tocando jazz ou clássico ou black metal ou surf music ou música latina ou qualquer outro estilo! Felizardos são aqueles que puderam presenciá-los ao vivo junto com o Secret Chiefs 3 em 2000!
A Bay Area de São Francisco já salvou o heavy-metal da chatice completa com a origem do thrash-metal nos anos 80 e nesse início de século 21 é novamente da mesma região que eu vejo sua nova salvação! O som é pesado, agressivo, intenso, extremamente técnico e, pasmem, muito original! É quase um prog-metal meio avant-garde! E não era pra menos, a violinista da banda é nínguem menos do que Carla Kihlstedt, do fantástico grupo de jazz Tin Hat Trio! Ela divide os vocais com o guitarrista Nils Frykdahl (Ex-Idiot Flesh) que canta feito um desesperado! Sensacional!
Obs.: Blog do meu amigo Ian Sutter, o pai da Lis e do NewMetal.com.br, inserido na vizinhança! Basta clicar em Sutter!
Depois de vários dias com poucas postagens, estou eu nesse mesmo blog postando uma de minhas maiores atualizações dos últimos meses e quando eu vou clicar em POST... ESSE MALDITO COMPUTADOR TRAVA E EU PERCO TUDO!!
Bem, meu último artigo pro Underweb foi até meio moleza demais de se escrever, pois ele já estava pronto há alguns dias... Hehehe... Explicando: é que o texto era nada mais nada menos do que o release completo do tributo Brazilian Sabor para ajudar na divulgação e apresentá-lo como o novo Undersite. (Bem, moleza uma ova que escrever release é um troço chato pra caramba! Definitivamente!)
A idéia de um tributo ao Faith No More foi lançada em meados de 2002 na lista de discussão brasileira Bungle Weird (do site homônimo) que reúne fãs do Mr. Bungle e de outros grupos relacionados aos seus integrantes. Toda essa proposta não surgiu acompanhada de idéias mirabolantes de aproveitar uma atual exaltação em cima da banda da Califórnia. É mais do que claro que esse projeto não tem qualquer influencia financeira ou quanto de status isso vai valer pra quem está participando.
Inicialmente limitando a participação à membros da Bungle Weird, foi objetivada a criação de um site. Com uma proposta visual definida, alguns títulos para o projeto foram sugeridos até a escolha de um definitivo: Brazilian Sabor. Além disso, acreditando que não havia condições de bancar a produção de um tributo em cd, por um selo qualquer, foi decidido focá-lo no meio virtual! O ponto de partida foi a aprovação do projeto pelo próprio baixista do Faith No More, Billy Gould!
Como a limitação aos participantes estava atrasando o tributo, foi decidido abrir exceção à grupos e artistas de fora da lista de discussão, além de antecipar a abertura do site, no ar com regulamento completo de participação, novo cronograma, prévias exclusivas de músicas já gravadas e outras sessões. Com uma produção conjunta entre Bungle Weird e Underweb ? A Internet Subterrânea, o Brazilian Sabor é uma homenagem real em um ambiente virtual ao Faith No More, e pode ser acessado por: www.underweb.com.br/brsabor.
No meu anti-penultimo post você pôde perceber que eu estava ouvindo Fantômas, mais do que simplesmente uma nova música dos caras, mas A MÚSICA do novo álbum deles, Delirium Cordia, que deverá ser lançado somente em janeiro, por problemas que tiveram no encarte. Se você entendeu bem, nesse novo álbum, Mike Patton (Loiro aqui!), Buzz Ozborne, Trevor Dunn e Dave Lombardo extrapolaram tudo que se poderia prever de caras tão imprevisíveis! Eles conseguiram fazer de um disco de apenas 1 música de 74 minutos, um dos melhores lançamentos do ano (Ahhhh!! Mesmo que o disco só saia em 2004!). Porque mais do que um experimento avant-garde qualquer, Delirium Cordia é uma experiencia super climática e aterrorizante! Sim, ouvi-lo a noite, na completa escuridão, pode resultar em pesadelos!!
"Sweet dreams!"
Obs: Blog da Caroline "Caffeine" incluído na vizinhança! Sing and Rejoice!!
Foi praticamente uma semana para eu me sentir em condições (e ter um tempinho também) para escrever meu review de Matrix Revolutions para o Underweb! Só sei que sobre essa saga agora eu quero férias, estou completamente saturado dela... tô quase lançando uma campanha: "Há muito no mundo real além de Matrix!".
Finalmente tá no ar a entrevista com o líder do Cidadão Instigado, Fernando Catatau, que eu e o Frizzo fizemos para o Underweb. (Na verdade, eu só dei uma ajudinha com duas perguntas...) Foi um bate-papo bem bacana, a tardinha no Esquina da Silva, que você pode conferir clicando aqui!
Mês passado, mais um jogo baseado nas adaptações cinematográficas da trilogia Senhor dos Anéis foi anunciado pela Eletronic Arts: The Lord of the Rings: Battle for Middle-Earth. Dessa vez, uma jogo de estratégia em tempo real, feito pela mesma equipe que recentemente brindou os usuários de PC com o fantástico Command & Conquer: Generals. Utilizando a mesma engine gráfica do jogo de guerra, os gráficos estão impressionantes, ainda mais pra esse tipo de game que você pode controlar exercitos de centenas à milhares de soldados. A Weta Digital, responsável pelos efeitos dos filmes, também está ajudando com novas tecnologias para deixar a experiencia ainda mais fiél ao cinema e ao livro.
Clique aqui para baixar o impressionante trailer. (MOV / 12,6 Mb) Confira também o preview do jogo, com muitas imagens, no site Outerspace!
Eu acho interessante a reação das pessoas para certas coisas... Quando critiquei severamente o falho Matrix Reloaded no Underweb me massacraram de todas as formas, me mandaram pra casa de não sei aonde e que eu tinha sido influenciado negativamente. Chegaram a dizer até que eu estaria copiando o Rubens Oswald Filho. Sinceramente, nunca precisei disso...
Ontem assisti Matrix Revolutions e saí muitíssimo satisfeito do cinema. Vi o que eu queria ver, nada mais... Pra mim, a maior parte do lenga lenga imposto no segundo filme era entediante e chato. Papinho besta o suficiente pra nerds ficarem guerreando em fóruns na internet sobre filosofia e bla bla bla... Os irmãos Wachowsky tem ótimas influencias mas ainda estão longe da genialidade de um Stanley Kubrick para merecerem tudo isso. Quem ficou esperando todas essas soluções tolas para uma suposta mitologia complexa quebrou a cara e, de alguma forma, saiu decepcionado. Ainda bem que eu já não me importava com isso. Mais da minha opinião em breve no meu review para o Under...
Junto com "Em Nome do Pai" e "O Lutador", esse é o 3º filme sobre a crise na Irlanda que me abala emocionalmente. Só pra se ter uma idéia, eu não cheguei a chorar vendo O Pianista, do Polansky, há uma semana atrás, mas não consegui me segurar vendo Domingo Sangrento, dirigido por Paul Greengrass, que relata o massacre ocorrido durante uma passeata pela paz na Irlanda em 1972. Só depois de assisti-lo, quando já conferia os extras do DVD, vim saber que Jim Sheridan estava por trás de mais essa produção, pois os outros dois filmes que citei logo no começo são também produzidos (e dirigidos) por ele. De qualquer forma, o tom comovente dessa obra se deve principalmente aos artifícios utilizados para deixa-lo o mais realista possível. Cinegrafistas com câmeras nos ombros (tão tremidas quanto em O Resgate do Soldado Ryan), nada de iluminação extra e nada de trilha sonora (só Sunday Bloody Sunday, do U2, tocada na integra durante os créditos!). Resumindo, uma obra comovente e ao mesmo tempo incômoda.