Abaixo você pode conferir a biografia exclusiva do Faith No More!

Faith No More - Quem se importa com essa história?

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por Pablo Fernandez*

Capítulo 3: 1989 - 1990

PARTE 9 - Patton & Raging Wrath Of The Easter Bunny

Com um álbum praticamente pronto, o FNM estava sem vocalista. Pois a banda não perdeu tempo e começou a correr atrás de um substituto para a vaga de Chuck Mosely. Jim Martin então sugeriu o garoto que cantava na demo chamada "The Raging Wrath Of The Easter Bunny" daquela banda obscura do norte da Califórnia, Mr. Bungle. Aliás, Jim Martin estava obcecado por esta fita. Ele a ouvia sem parar, e ficava tirando e tocando as músicas em sua casa, enquanto bebia uma cerveja. Além disso, Jim ficava ligando para a casa do tal vocalista. Sempre caía na secretária eletrônica, e Jim deixava a seguinte mensagem: "Man, your tape man, is the huggest, is the fuckin' huggest thing!". Virou completamente a cabeça do Big Sick Jim.
Mike PattonUm pouco sobre essse garoto: Michael Allan Patton nasceu em Eureka, cidadezinha do norte da Califórnia em 27 de janeiro de 1968. Uma cidade típica do interior, onde não se faz nada o dia todo. Única coisa de diferente por lá era a universidade Humboldt State, em Arcata, cidade vizinha.
Patton viveu uma adolescência "normal". Estudava na escola da cidade, tinha poucos amigos, e era um cara totalmente certinho. Só se preocupava (obssessivamente) com as notas da escola e mais nada. Nas horas vagas, tocava com seus amigos em uma banda chamada Mr. Bungle, que, segundo a definição do próprio, não passava de uma "música em forma de Lego". Mas mesmo com essa banda, a vida de Patton se encaminhava pra nada muito de anormal: ele estava recém entrando na universidade, para cursar "English" (equivalente a Letras por aqui). Planejava tocar com seus amigos do Bungle nas férias da faculdade, e assim seria.
A banda então acabou ligando pra Patton, para convidá-lo para um teste. Puffy ficou encarregado de ligá-lo. A princípio, Patton foi bastante relutante, não queria de jeito nenhum entrar na banda, mas seu amigo Trey, que era fã de FNM, o convenceu do contrário. Patton queria cursar a faculdade e banda, bem, isso ele já tinha. Agora, tocar numa banda como o FNM soava como uma grande piada para ele.
Pois Patton, persuadido por seu amigo, acabou aceitando o convite e foi fazer o teste. Ele foi a primeira pessoa a fazer o teste pra ser vocalista do FNM.
Lá no teste, a banda tocou algumas das novas músicas e pediu que Patton cantasse o que lhe viesse à cabeça. Não é que a banda curtiu demais o cara? Billy principalmente, pois segundo comentários dele, com Patton tudo parecia muito fácil, fácil até demais.
Sim, eram grandes as desconfianças da banda sobre o garoto pois temia-se que ele poderia ser da "turminha" do Jim: afinal, foi o Big Sick Jim que fez a indicação e a ultima coisa que todos queriam é que viesse outro Jim Martin pra banda, que ele fosse um parceiro de putaria e bebedeira do guitar do FNM.
Mas mesmo assim, a banda resolveu apostar no garoto. Patton acabou aceitando entrar no FNM, usando um pensamento peculiar: o FNM seria sua "faculdade" e o Bungle, sua banda. Mais tarde ele perceberia que as coisas não poderiam ser assim.

PARTE 10 - The Real Thing

Patton foi escolhido e então o FNM finalmente botou a mão na massa. Como se sabe, as músicas já estavam prontas, faltando apenas as letras. Patton então escreveu-as em duas semanas e logo após isso entrou em estúdio para grava-las, no início de 1989.

Capa do Disco The Real Thing


Mais uma vez, o álbum foi produzido por Matt Wallace e foi todo gravado no Studio D em Sausalito, CA. Para o produtor Matt Wallace, o FNM fez seu melhor álbum até então. Até as guitarras de Jim Martin soavam mais pesadas (e isso se deve a uma ajuda de James Hetfield, do Metallica). Enfim, um álbum que tinha tudo para explodir e fazer jus ao talento do Faith No More.
Mas infelizmente o negócio não foi bem assim. As coisas demorariam para acontecer, como veremos mais tarde..
Quanto ao novo vocalista, o começo não foi nada fácil. Logo no segundo show, em San Francisco (neste show foram gravadas as cenas do clipe de "From Out Of Nowhere"), vários fãs reclamaram do novo vocalista: Patton, com o nervosismo, acabou dilacerando alguns tendões de sua mão esquerda ao quebrar uma garrafa de cerveja. Clipe de From Out Of NowhereSegundo ele, até hoje ele não sente nada no seu antebraço esquerdo.
Outro problema foi a pouca comunicação entre Patton e a banda.Patton era completamente diferente dos outros membros da banda. Além de tímido, Patton nunca havia saído da casa dos seus pais antes Além disso, ele era 6 anos mais moço que todos, algo que tornaria mais complicado o relacionamento com os outros membros da banda (que já não era maravilhoso entre os próprios). A banda, como já vimos antes, adorava tirar um com a cara do outro, falando mal e fazendo "terrorismos psicológicos", algo que Patton não estava acostumado.

Foto Promo da banda - 1989


Logo depois de gravar o álbum, o FNM partiu para uma turnê por pequenos clubes pelos EUA. Foi uma turnê que não rendeu quase nada financeiramente, mas foi muito exitosa, segundo Billy Gould.
Assim, o álbum The Real Thing saiu nos EUA em junho de 1989.
Com o álbum lançado, vieram as críticas. E elas não poderiam ser melhores. Praticamente toda a crítica especializada adorou o álbum. E não somente a crítica: na festa de lançamento do álbum, no clube Roxy em Los Angeles, estavam na platéia Duff Mckagan e Slash, baixista e guitarrista do Guns & Roses (na época, a banda de rock com maior sucesso) . E de tão impressionados com a apresentação da banda, durante a música War Pigs, os dois acabaram subindo no palco e fazendo uma jam com o FNM.
Logo após esta festa de lançamento (que rendeu bastante repercussão pela costa oeste dos EUA), o Metallica convidou o FNM para abrir sua turnê em arenas e estádios pelos EUA. (muito pela amizade de Jim Martin com James Hetfield e com o já finado Cliff Burton). Foi a primeira "grande" turnê do FNM, onde a banda enfrentava uma platéia completamente diferente da que estava habituada. O público fã de Metallica nem sempre era muito receptiva, e em um dos shows, mais precisamente em Salt Lake City, a banda fez piadas grosseiras sobre os Mórmons (pra quem não sabe, Utah é a terra natal desta religião). A platéia ficou indignada e começou a vaiar e jogar coisas no palco. Billy então, resolveu tocar um solo de baixo tocando a mesma nota durante 5 minutos. E assim eram as coisas nos shows do Faith No More: a banda sempre neste clima de animosidade, não só com a platéia, mas também com a imprensa.
Também é desta época que começaram as reclamações públicas de Anthony Kiedis, do Red Hot Chili Peppers, sobre o jeito de Mike Patton no palco: segundo Kiedis, Patton estava "copiando" seus movimentos enquanto cantava nos shows. Patton, em resposta, mandou a seguinte frase: 90% do que fazemos é besteira. Seu dever como músico é ser um estúpido, um merda de um patético perdedor.
Depois desta turnê com o Metallica, o FNM foi para a Europa, a pedidos da Slash Records (sua distribuidora na Europa) para uma longa turnê por vários clubes. Mas o álbum não estava vendendo muito bem na Europa e nos EUA era um fracasso. A gravadora não sabia o que fazer com o disco, e sempre que se discutia com os empresários da banda se falava: é um álbum excelente, de altíssima qualidade, mas não há singles pra tocar em rádios! O tempo ficou de provar o contrário...

Foto promo da banda - 1990

Já na Europa, a situação não havia mudado: a banda continuava quebrada financeiramente. Até dezembro de 1989, o álbum havia vendido 30.000 cópias, absolutamente nada para os padrões americanos. Pois então, em janeiro de 1990, a banda e a gravadora decidem em lançar como novo single a música Epic. Mas mesmo assim não havia grande entusiasmo por parte das rádios, da grande imprensa e da MTV sobre o álbum. Mas a sorte estava ao lado da banda! E você já vai saber por que!

PARTE 11 - O Sucesso com Epic, finalmente!


Pois um dos grandes chefões da Warner Bros era um entusiasta fã do The Real Thing e do Faith No More. E ele estava inconformado com o fato do FNm ser ignorado pela grande mídia nos EUA. E então esta pessoa (não identificada até hoje) prometeu, após uma série de reuniões com os empresários da banda, que iria fazer de tudo para a banda finalmente explodir. Reza a lenda que foram feitos alguns telefonemas, por esta pessoa, "não muito educados" para a MTV, falando que as relações entre a Warner e a emissora azedariam se o FNM não começasse a receber suporte da emissora. Pois não é que funcionou? O vídeo de Epic começou a rodar incessantemente na emissora e o FNM finalmente saía do underground na América.
Uma prova de que o FNM estava se tornando "grande" foi a mini-turnê realizada com o Voi-Vod e o Soundgarden: o FNM era a banda de abertura, mas as pessoas iam no show só pra ver eles e depois o teatro se esvaziava! Logo depois veio a nominação para o prêmio Grammy como melhor performance de Rock/Heavy por Epic. E não parava por aí: o vídeo de EPIC chegava a tocar 5 vezes POR DIA na MTV. Em março, o The Real Thing chegava a marca das 500.000 cópias vendidas só no EUA. O sucesso chegou! Com o sucesso, a Patton no clipe de Epicbanda acabou voltando para mais uma turnê pela Europa, dessa vez como "headliner". Chegando na Europa, eram tratados como banda grande, dando entrevistas para as mais variadas revistas de... HEAVY METAL! Sim, o FNM estava virando tudo o que não queria ser: uma banda de Rock, de Funk Rock, de HEAVY METAL. Pois, segundo Bill, o FNM era agressivo demais pra ser classificado como Hard/Soul/Alternativo: era um meio termo. Acabaram rotulados como os salvadores e o futuro do Heavy Metal! O único que estava curtindo esta situação era Jim Martin, o único "rockeiro" genuíno na banda. Desta turnê, acabou saindo o disco LIVE AT THE BRIXTON ACADEMY, não aprovado pela banda, aliás.Capa do disco Live At The Brixton Academy
Mas você pensa que os caras do FNM estavam felizes com isso? Nada! Pois, apesar de venderem o disco como água, até aquele momento a banda não havia ganhado nenhum tostão. E, junto com essa turnê de quase um ano promovendo o álbum, começaram a rolar atritos e desconfianças na banda, principalmente em relação aos empresários. Aonde estaria a recompensa de todo este trabalho? Chega o meio do ano e a banda atinge 1.000.000 de cópias vendidas! Com isso, os managers fecham MAIS UMA turnê, agora pela Europa e Austrália. A banda quase entra em colapso: segundo Bill, eles estavam de saco cheios de tocar as mesmas músicas, não agüentavam mais elas. Mas, como o álbum "aconteceu" tarde, a gravadora sentiu a necessidade de excursionar mais uma vez ppor stes lugares, para aproveitar a exposição que a banda estava sofrendo. Isso acabou com os nervos de todos na banda. Tudo começou no aeroporto de Los Angeles, no embarque para a turnê na Austrália, quando alguns executivos da Warner Bros. foram até lá para entregar o disco de ouro para banda, e também para tirar algumas fotos com eles. A banda ficou indignada, pois sobre o que era aquilo tudo? Se sentiam como "macacos", pois tudo aquilo parecia de mentira, já que não havia recompensa nenhuma por este trabalho duro. E continuava o mesmo problema de dinheiro. Bill conta que a banda recebia disco de platina, excursionava, mas não via a cor do dinheiro. Então pra que toda aquela merda?
Outro fato, este curioso, é que os cheques com os ganhos pelas vendas dos discos estavam sendo enviados para uma tal de "Barbara Gould". Até o dinheiro que eles haviam recebido não estava sendo devidamente entregue!

PARTE 12 - Patton x A Banda


Mesmo com todos estes revezes (falta de dinheiro - já resolvido - saco estourado de tocar as mesmas musicas e excursionar por quase um ano, aparecer em revistas de Heavy Metal como banda de Heavy Metal) o FNM continuava a fazer os seus melhores shows. Um show explosivo, elétrico. Fora as performances do carismático vocalista Mike Patton - ele estava se tornando o novo "garoto bom moço queridinho da América" - algo que ele não era, nem de longe. Com isso, Mike Patton adotou um estranho comportamento: para evitar falar de assuntos chatos e para chocar os jornalistas que o entrevistavam, ele falava milhares de bobagens nas entrevistas, como: enaltecer os prazeres da masturbação ao invés do sexo com mulheres, de comer cocô e beber mijo, de falar mal do FNM e dos membros, de bradar pra quem quisesse as virtudes de sua revolucionária banda, o Mr. Bungle. Fora as coisas que Patton falava no palco: para citar este assunto, falaremos do episódio do Monsters Of Rock da Itália.Patton fantasiado de Madonna
Neste festival, tudo começou quando Mike Patton resolveu começar suas brincadeirinhas, como ele havia feito num festival na Dinamarca, quando ele falou para a platéia que Lenny Kravitz e Sinnead O'Connor estavam fazendo sexo no backstage enquanto o FNM estava tocando. Lá na Itália, Patton resolveu pegar mais pesado: falou que o baterista do Poison conseguia chupar seu próprio pau (!!!). Isso acabou gerando uma grande confusão, já que o Poison havia tocado antes do FNM. Ao final da apresentação, a banda e seus seguranças estavam esperando o FNM sair do palco "para um acerto de contas". Acabou não rolando pancadaria, mas o FNM acabou saindo mal na história (e muito xingado e insultado pelos membros do Poison). Coisas de Patton...
Como foi falado antes, Patton não estava se sentindo muito confortável na posição de queridinho da América, pois na verdade ele não era nada disso. A responsabilidade de ser o responsável (pela imprensa) por todo o sucesso que estava acontecendo estava começando a pesar nas cotas do garoto Patton. A história de ser o pôster do meio das revistas e de ser capa de revistas para adolescentes (como a Sassy Magazine, a Capricho americana) estava deixando Patton em uma posição muito desconfortável. Outro fator foi a longa turnê, que acabou torrando com os miolos do Mike Patton. Até então, Patton nunca havia saído de Eureka. Talvez toda esta situação de viajar constantemente, aliada a falta de dinheiro e reconhecimento que o FNM enfrentava acabou acuando Mike Patton O que Patton decide fazer para reverter esta situação ruim? Simples: nas entrevistas e para quem quisesse ouvir, Patton desatava a falar mal dos outros membros (no qual chamava de "velhos chatos"), começava a falar mal da banda em si e só falava bem da sua outra banda., o Mr. Bungle. Isso acabou criando uma situação chata na banda, agravando ainda mais a já pouca comunicação existente entre ele e o resto da banda. Os outros membros, incluindo Bill, começaram a achar que Patton entrou na banda apenas para promover a sua outra, o Mr. Bungle. E para agravar isto, o Bungle acabou fechando um contrato de 100 mil dólares com a Warner Bros. para lançar seu primeiro álbum, além de Patton constantemente tirar alguns dias para gravar este álbum do Mr. Bungle e tocar com estes. Até o momento, como foi citado antes, o FNM não havia ganhado um tostão sequer em anos de estrada, o que levou aos membros se sentirem usados por Patton. Na cabeça de Bill e os outros, Patton estaria, aos poucos, moldando uma segunda opção ( o Mr. Bungle) para enfim largar o FNM depois de conseguir o que talvez ele estivesse planejando (que era utilizar a banda como catapulta). Para evitar os problemas já enfrentados com vocalistas passados, Bill e os outros preferiram não polemizar este assunto com Patton. E também não sabemos exatamente, até hoje, se tudo isso foi verdade ou não passou de paranóia.
O stress em estar numa extensa e longa turnê junto com a total falta de dinheiro terminariam logo depois da turnê pela Australia, quando o FNM voltou para os EUA para mais um giro, desta vez abrindo para Billy Idol. O single de Epic ocupava o quinto lugar geral de singles na Billboard, The Real Thing estava no Top 20 e, finalmente, algum dinheiro estava entrando para os membros. Praticamente 16 meses depois de sair o álbum, o FNM era recompensado! Que ironia não?
O ano de 1990 estava terminando, e o FNM iria pra sua ultima turnê, desta vez abrindo para o lendário Robert Plant.

FNM no MTV Music Awards


O FNM termina o melhor ano de sua carreira aclamado como banda do ano por várias revistas (Spin, Rip Magazine, Canada's Music Express), gravando música para um filme (Bill & Ted's Bogous Journey), tocando Epic no MTV Music Awards e, para finalizar o ano, tocam na festa da Rip Magazine com Ozzy Osbourne o seu cover de War Pigs. Um final perfeito para um ano imperfeito. E Patton: bem, este, para responder a Kiedis e a todos que o tratavam como bom moço foi ficando cada vez mais maluco e terminou cortando suas madeixas! É mole? Também começou a achar outras maneiras de lidar melhor com o sucesso, que o tanto havia o incomodado durante estes seus primeiros e tumultados anos de FNM. Como? Não pensando nisso (e ficando com comportamente cada vez mais estranho).


Mas não pense que a turnê do The Real Thing terminou por aqui.
Axl Rose, incondicional fã da banda e vocalista do Guns & Roses, acabou exigindo como uma das condições para tocar no "maior festival de rock de todos os tempos", o Rock In Rio II, que o Faith No More fosse incluído na mesma noite que o GnR. Acabou atendido.
E no próximo capítulo trataremos desta nova fase do FNM, e também da primeira vez que eles vieram ao Brasil (e também toda a repercussão e frisson que causaram por aqui).
Não perca!

Abaixo, vários links de reportagens sobre o Faith No More de 1989 e 1990! Leia, mesmo que seja em inglês, são sensacionais!

1989

ROCK BRIGADE Nº 56 - CRÍTICA DO "THE REAL THING"
KERRANG! - Outubro/1989

1990

Smash Hits (Australia) Setembro/1990
Circus Magazine - Novembro/1990
Raw Magazine - Junho/1990
Spin Magazine - Banda do Ano - dezembro/1990
Select Magazine - "A vida em um aquário" Setembro/1990
Break Out Magazine - "Artigo sobre o Monsters da Itália" Outubro/1990
TRT Bass Transcrpt. Book - "Bill e o Baixo das musicas do TRT"
Monitor Magazine - "Bill Gould e o ecletismo do FNM" - 1991
Hot Metal Magazine - "Monsters da Itália - Puffy" meio/1990
Faces Magazine - meio/1990
Faces Magazine - meio/1990 "What It Is"
Circus Magazine - ?/1990 "Mike Patton é um Vídeo Game Junkie"

* Pablo Fernandez é mantenedor do site Bungle Weird - www.bungleweird.com

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